Sobre a Revista

A proposta desse espaço é que ele se configure como território amplo e aberto para divulgação, informação e debates no que se refere e afeta o ensino de História, conforme os atuais valores e missões da ABEH de estabelecer interlocuções cada vez mais abrangentes e de valorizar o trabalho de professores e professoras de História em todos os níveis e âmbitos de ensino, gestão, pesquisa e divulgação. A intenção é reunir depoimentos e relatos de experiências, produções de estudantes da Educação Básica e do Ensino Superior, debates conceituais no campo do Ensino de História, bem como discutir temáticas de demandas contemporâneas e divulgar projetos e iniciativas pelo Brasil e pelo mundo.
A revista está composta por seis colunas, cada uma contando com uma dupla de curadores/as e coordenada por uma editoria renovada anualmente. Os textos são publicados mensalmente, a partir de convites da curadoria e também por livre demanda. Os textos deverão estar conformes ao escopo de cada coluna e adequados às normas de formatação, além de respeitar os princípios éticos da Revista. Serão aceitos também diversos formatos de expressão, tais como: textos escritos, vídeos, podcasts, canções, entre outros meios de interação, sempre acompanhados de uma apresentação que contextualize o conteúdo.

ISSN 2764-0922

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Edição Atual

v. 11 n. 11 (2025): Tema Livre
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O número 11 da Revista Palavras ABEHRtas reúne um conjunto diverso e qualificado de textos em tema livre, reafirmando o compromisso da revista com o debate plural no campo do Ensino de História. As contribuições aqui publicadas dialogam com desafios teóricos, metodológicos e políticos da formação docente e da prática pedagógica, articulando pesquisa, reflexão historiográfica e intervenção no espaço escolar.

Abrindo a edição, a coluna Chão da História apresenta o ensaio Intervenções pedagógicas no Ensino de História: compartilhando uma proposta para o ProfHistória, de Itamar Freitas e Margarida Maria Dias de Oliveira. O texto propõe um modelo operacional para a formulação, execução e análise de intervenções pedagógicas em dissertações do ProfHistória, articulando o planejamento finalístico de Ralph Tyler e a teoria da aprendizagem histórica de Jörn Rüsen. Ao organizar a intervenção como uma estrutura funcional orientada por finalidade, composta por finalidade disciplinar, carência diagnosticada, modelo de aprendizagem/ensino, questão de pesquisa e conteúdo, os autores oferecem critérios de qualidade que fortalecem o nexo entre fundamentos teóricos e ação docente. O ensaio contribui de modo direto para a tomada de decisões de orientadores e mestrandos, qualificando a produção de produtos educacionais como artefatos replicáveis, avaliáveis e teoricamente justificados.

Na coluna Desafios e dilemas da profissão docente, Gabriela Pereira dos Santos assina o texto O conceito de “progresso” em aulas de História: neoliberalismo ou novo humanismo? Resultado de pesquisa desenvolvida no âmbito do PROLICEN/UFG, o artigo investiga os sentidos atribuídos ao conceito de “progresso” por estudantes da educação básica, mobilizando aportes da História dos Conceitos. A análise das atividades realizadas durante estágios supervisionados evidencia como o imaginário neoliberal permanece fortemente presente nas interpretações dos alunos, mesmo após intervenções pedagógicas, apontando para os limites e as possibilidades da aula de História na problematização de conceitos historicamente carregados e politicamente disputados.

O número se encerra com dois textos na coluna Vice-versa. Em O livro didático preocupa nossos professores do ProfHistória, Rafael Feldens Maiztegui apresenta uma análise de dissertações do ProfHistória produzidas entre 2016 e 2025 que têm o livro didático como objeto de investigação, em diálogo crítico com Alain Choppin. O estudo evidencia a predominância de pesquisas voltadas a conteúdos específicos, marcadas pelo enfrentamento de desigualdades e invisibilidades históricas, ao mesmo tempo em que destaca a originalidade das abordagens do ProfHistória, caracterizadas pela proximidade com o objeto e pela dimensão propositiva.

Fecha a edição o artigo Música, decolonialidade e ensino de História: desafios para uma educação antirracista e decolonial, de Emilio Albuquerque Fernandes. O autor discute o uso de fontes musicais, iconográficas e literárias no ensino da História a partir da Belle Époque cearense, articulando referências da teoria decolonial e de pensadores afrodiaspóricos. O texto propõe caminhos para problematizar a modernidade, o racismo estrutural, a política de branqueamento e o não-lugar dos sujeitos racializados nas narrativas históricas, contribuindo para uma prática pedagógica comprometida com a educação antirracista.

Ao concluir este número, a Revista Palavras ABEHRtas agradece a todos e todas que colaboraram com a revista ao longo do biênio 2023–2025 - autores, pareceristas, conselheiros e equipe editorial - pelo trabalho coletivo que sustentou e qualificou este projeto. Desejamos êxito e um excelente trabalho à nova equipe editorial, que assume a revista a partir de janeiro de 2026, com votos de continuidade, renovação e fortalecimento deste espaço de diálogo no Ensino de História.

Publicado: 2026-01-25
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