Música, decolonialidade e ensino de história
desafios para uma educação antirracista e decolonial
Palavras-chave:
Música; Decolonialidade; Ensino de História; Branqueamento RacialResumo
Este artigo tem como objetivo formular possibilidades de usos de fontes relacionadas à música como recurso didático em sala de aula para uma educação antirracista, examinando o período conhecido como Belle Époque cearense, entre o final do século XIX e início do século XX. A pesquisa atua no campo da decolonialidade, compreendendo a modernidade como um fenômeno global caracterizado por relações assimétricas de poder. Autores como Walter Benjamin e Aníbal Quijano são referenciados para embasar a análise crítica da modernidade e da colonialidade do poder. O texto também aborda a questão da raça e a influência de pensadores afrodiaspóricos na compreensão da modernidade estruturada pelo racismo. Desse modo, propomos a utilização de fontes iconográficas e literárias para discutirmos as transformações ocorridas na época, assim como a condição dos descendentes de negros e indígenas no Ceará e a política de branqueamento. Ao tratar dessas questões no Ensino de História, busca-se promover a reflexão sobre as narrativas dominantes, o privilégio social e epistêmico, a opressão da branquitude e a falta de consciência racial. Além disso, o artigo ressalta a importância de debater o não-lugar ocupado pelos pardos na sociedade brasileira, assim como os reflexos dessas questões na identidade e representação cultural.
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