Arquivos - Página 2
-
Número 7
n. 7Nesta edição, contamos com cinco artigos que abordam temáticas bem variadas.
Iniciamos com a coluna Chão da História, onde Priscila Trucullo propõe formas de resistência aos avanços neoliberais nas políticas públicas educacionais que permeiam os sentidos curriculares no Ensino de História.
O artigo da coluna Provocações, escrito por Robson Fernandes, também aborda as disputas com projetos neoconservadores, debatendo as características autoritárias de uma proposta de escola cívico-militar.
Ainda com um olhar no passado, mas ressignificado, lemos a discussão proposta por André Soares e Margarida de Oliveira em torno de uma escola ainda multisseriada - e estruturada - em Japi (RN). Esse artigo compartilha a coluna Desafios e Dilemas da Profissão Docente com o relato de Isadora Malveira de uma saída a campo pela cidade de Goiânia, em que os monumentos à barbárie e à rebeldia se misturam e permitem a criação de cenários históricos que provocam o pensamento crítico.
A edição se encerra com outro convite para mergulhar na cidade por meio de seus monumentos, com a proposta didática de imersão pela Pequena África, apresentado por Clara de Andrade, Cassiane Gomes, Felipe Candido e Julia da Silva na coluna Vice-Versa.
Ao final, publicamos uma errata referente a um artigo publicado no dossiê sobre os 20 anos da lei 10.639/03.
Essa também é a última edição coordenada pelo atual comitê editorial. A partir de 2024, um novo grupo terá a felicidade de prosseguir com esse instigante projeto de divulgação científica em Ensino de História. Despedimo-nos com gratidão, desejando aos novos colegas um bom trabalho!
-
60 Anos do Golpe Militar no Brasil e o Ensino de História
n. 8 (2024)O número 8 da Palavras ABEHrtas é destinado a refletir sobre os 60 anos do Golpe Militar e suas repercussões no campo do Ensino de História no Brasil. O dossiê apresenta um conjunto de textos produzidos em diferentes contextos e por múltiplos sujeitos que enfrentam, no tempo presente, o desafio de ensinar História em contextos de permanências do período autoritário, mas também de resistências que alimentam a luta pela democracia e pelo fortalecimento do pensamento histórico crítico, situado e sensível.
Na Coluna Chão da História, Juliana Pirola da Conceição relata, no texto O peso do passado: 60 anos do Golpe, um trabalho desenvolvido no curso de História Licenciatura da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), cuja proposta consiste em oficinas sobre temas que estimulam a reflexão sobre o passado a partir de provocações do tempo presente, dentre elas as efemérides e as chamadas “datas redondas”, como os 60 anos do golpe. Em seguida, João Victor de Oliveira Calegari problematiza os negaciosnimos na sala de aula, partindo do caso da produção de conteúdos midiáticos e a influência sobre o pensamento histórico de estudantes no artigo Internet e sala de aula: um breve relato sobre negacionismo histórico e o consumo dos alunos em rede.
Moniquele Silva de Araújo apresenta, na Coluna Vice-Versa, um instigante trabalho desenvolvido na interface entre literatura e história no texto Poesia como recurso didático para o ensino de história da ditadura empresarial-militar brasileira. No artigo O Ensino de história e ditadura militar: a narrativa oral de uma irmã dentro da sala de aula, Cleyton Antonio da Costa e Carolina Ramos de Souza propõem uma sequência didática através do uso de narrativas orais como fonte para um ensino de história que promova a humanização e a conscientização ao se tratar do tema da ditadura em sala de aula.
Finalizando o dossiê, na Coluna Rizoma de ações são divulgados dois eventos que ocorreram como desdobramentos das reflexões sobre os 60 anos do Golpe de 1964. Vanessa Spinosa apresenta o Evento "60 anos do golpe de 64: como as tecnologias digitais podem ser utilizadas no ensino de história sobre temas sensíveis?", organizado pelo Laboratório de Humanidades Digitais e Ensino de História, da UFRN. Maria Aparecida da Silva Cabral compartilha a experiência d’O Seminário Internacional 60 anos do Golpe de 1964 a ditadura e o ensino de história, promovido pelo Grupo de Pesquisa Tempo - PPGHS, Faculdade de Formação de Professores – FFP e Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.
Agradecemos aos autores e às autoras pelo envio dos textos e à equipe de curadoria das colunas pela leitura atenta e pelas sugestões encaminhadas.
Boa leitura!
-
TEMA LIVRE
n. 9 (2024)O número 9 da Palavras ABEHrtas apresenta ao público leitor um conjunto de cinco textos que abordam temas potentes do ensino de História no Brasil.
Na Coluna Chão da História, o texto Um tucano, três memórias: experiências e expectativas nas memórias de estudantes em privação de liberdade, Henrique Silveira Gomes compartilha uma experiência marcante em sua trajetória na docência em História, desenvolvida no contexto de uma escola do sistema prisional. O artigo é fruto de uma atividade realizada na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, localizada no município mineiro de Juiz de Fora.
Vítor Bierhals é autor do texto Microconteúdos e ensino de história, na Coluna Desafios e dilemas da profissão docente, no qual discute e problematiza a utilização de microconteúdos audiovisuais e das novas redes sociais como ferramentas pedagógicas. Além disso, explora alternativas concretas e mapeia o potencial desses novos ambientes digitais no contexto das aulas de História na Educação Básica e na prática docente. A discussão tem como ponto de partida a experiência vivenciada durante o estágio de docência em História, realizado com duas turmas concluintes do Ensino Fundamental na modalidade EJA, no Rio Grande do Sul.
Elisa Maria Prado, também na Coluna Desafios e dilemas da profissão docente, apresenta o texto Iniciação à docência e tradições orais reflexões sobre o PIBID História da Univeridade Federal de Alfenas, edição 2022-2024. A autora reflete acerca de suas experiências, entre outubro de 2022 até março de 2024, no PIBID História da Universidade Federal de Alfenas, na Escola Municipal Antônio Joaquim Vieira. O subprojeto desenvolveu uma pesquisa que visou a recolha de tradições orais nas instituições de ensino e a localização de seus espaços de memória, inserindo a participação de graduandos em um processo de construção de conhecimento.
Na Coluna Vice-Versa, Rossano Sczip apresenta o texto A plataformização da educação na Rede Estadual do Paraná impactos sobre o trabalho docente e na disciplina de História, no qual reflete sobre as principais transformações desencadeadas no trabalho docente a partir da introdução de plataformas digitais de aprendizagem (PDA) e de ferramentas de gestão na educação pública paranaense.
Finalizando, o número apresenta o texto Memórias e brincadeiras: a infância preservada para o ensino de história, assinado por Emanoel Prado e Maria Clara da Silva Sartori Batista, na Coluna Trajetórias dialogadas. O artigo analisa o tema da infância e do brincar para a produção de documentários. As filmagens foram produzidas na cidade de União da Vitória, Paraná, pelo Laboratório de Aprendizagem Histórica (LAPHIS) da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), no âmbito do Projeto de Extensão “Tem Sempre uma Boa História” no ano de 2023.
Desejamos a todos/as uma excelente leitura e que os textos estimulem debates e possibilidades no ensino de História!
Comitê editorial.