O Ensino de história e ditadura militar
a narrativa oral de uma irmã dentro da sala de aula
Palavras-chave:
Ensino de História, Ditadura civil-militar, Educação democráticaResumo
“Minha filha, eu já vivi em três ditaduras”. Essas palavras não são nossas, mas de Maria Heloisa Batista Gouvêa, a Irmã Heloisa. Uma mulher branca, religiosa, vinda de uma família classe média, nascida em Cravinhos, no interior do estado de São Paulo, em 1928, que viveu em sua infância os anos da Era Vargas e seu período ditatorial, o Estado Novo. Mas este não seria o único, nem o último regime autoritário que a irmã Heloisa iria testemunhar. Sua vida adulta foi marcada pela presença de governos ditatoriais, como o golpe de estado de 1964 e os vinte e um anos de Ditadura Militar no Brasil, e os anos finais da Ditadura Chilena comandada pelo General Augusto Pinochet. Ao compartilhar sua história, a irmã Heloisa caminha na contracorrente daqueles que optaram pela indiferença ou caíram no discurso de que o povo tem memória curta, tendo em vista que ao relatar suas recordações, nos alertar para necessidade de se lembrar para que não se esqueçam, para que nunca mais aconteça. Diante de tal perspectiva, espera-se que o estranhamento gerado pelas memórias de Heloisa possibilite uma atuação pedagógica dentro da sala de aula, utilizando os fragmentos de sua entrevista transcrita que permita a reflexão a respeito de uma experiência particular no contexto de governos autoritários nas regiões do Cone Sul, modelos que ainda hoje ameaça constantemente a democracia e a legitimidade dos direitos humanos.
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